Atividade em grupo online, um espaço para dialogar sobre a experiência, a percepção, o corpo, as relações de poder e a produção da realidade.
A fenomenologia se iniciou com o intuito de retornar à experiência vivida anterior às abstrações, teorizações e explicações. Um movimento de voltar ao mundo tal como ele nos aparece, buscando compreender como percebemos, sentimos e nos orientamos.
Vivemos implicados em modos de percepção e sentido que são produzidos socialmente, configurando nosso olhar, desejos e possibilidades existenciais. A fenomenologia crítica se coloca a pensar como a história, as normas sociais, as relações de poder, gênero e raça atravessam aquilo que percebemos e sentimos.
16/Junho: A volta ao mundo-da-vida
Como tomar contato com a experiência antes das explicações?
Vamos explorar os fundamentos da fenomenologia e sua busca de retornar à experiência vivida, suspendendo as descrições prontas, hábitos e interpretações cristalizadas. A proposta não é explicar o mundo a partir de teorias, mas investigar como as coisas aparecem à experiência.
Temas: experiência vivida, percepção, intencionalidade, corpo, mundo-da-vida.
23/Junho: Teoria tradicional e crítica
A nossa experiência é neutra ou atravessada por saberes e poderes?
Neste encontro, pensaremos a transição da perspectiva tradicional para a crítica, questionando as estruturas históricas, sociais e políticas que atravessam a experiência. Vamos pensar como as instituições, os discursos e as relações de poder configuram aquilo que percebemos como normal, verdadeiro e natural.
Temas: teoria crítica, relações de poder, normalização, subjetividade, ideologia.
30/Junho: Para uma fenomenologia crítica
Como pensar a experiência a partir das relações entre corpo, poder e mundo?
Neste encontro, vamos abordar os principais pressupostos da fenomenologia crítica, investigando não apenas o que percebemos, mas as estruturas que organizam a nossa percepção, os poderes, os discursos e a história, para compreender como certos modelos de vida são naturalizados enquanto outros são silenciados ou marginalizados.
Temas: corpo, discurso, estruturas sociais, raça, gênero, resistência e transformação.
Proposta geral do grupo
Este grupo busca investigar como a experiência é produzida e como percebemos o mundo mediados por estruturas sociais e configurações históricas, se propondo a pensar como outros modos de existência podem emergir a partir da crítica.
Dias:
16, 23 e 30 de junho, terças-feiras.
Horário:
das 15h30 às 17h
Valor:
Todos os encontros: R$ 150,00
Encontro avulso: R$ 60,00
Inclui:
Participação nos encontros ao vivo;
Material complementar em PDF;
Indicações de leitura e referências.
Os encontros serão gravados e a gravação será enviada aos inscritos.
Bibliografia
CERBONE, David. Fenomenologia. Tradução: Caesar Souza. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2014.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
GUENTHER, Lisa. Critical Phenomenology. In: WEISS, Gail; MURPHY, Ann V.; SALAMON, Gayle (orgs.). 50 Concepts for a Critical Phenomenology. Evanston: Northwestern University Press, 2020.
HORKHEIMER, Max. Teoria tradicional e teoria crítica. In: HORKHEIMER, Max. Teoria crítica: uma documentação. São Paulo: Perspectiva.
LIMA, Antônio Balbino, org. Ensaios sobre fenomenologia: Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty. Ilhéus, BA: Editus, 2014.
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
STRUCHINER, Cinthia. Fenomenologia: de volta ao mundo-da-vida. Rev. abordagem gestalt., Goiânia, v. 13, n. 2, p. 241-246, dez. 2007.
Para quem é?
Interessados em filosofia contemporânea, terapeutas, artistas, estudantes, pesquisadores, enfim, pessoas que desejam pensar a experiência para além de explicações prontas, compreender como percepção e realidade são produzidas historicamente ou fazer parte de um espaço de reflexão sobre a percepção, as relações de poder e os modos de vida.
Condução
Bruno Carrasco, terapeuta, professor de filosofia e psicologia, interessado em filosofia contemporânea e psicologia crítica, em especial Nietzsche, Foucault e Deleuze. Com formação em Psicologia, licenciatura em Filosofia e Pedagogia, pós-graduação em Ensino de Filosofia, Aconselhamento Filosófico e Fenomenologia Existencial.
Letícia Garroni, filósofa, jurista, pesquisadora e educadora. Bacharel em Filosofia e Direito, Doutora e Mestra em Direitos Humanos e Direito Internacional. Pós - doutora em Política e Sociedade Internacional. Minha trajetória é interdisciplinar, unindo Filosofia, Direito, Geografia, Relações Internacionais, Ecologia Política e Arte na busca por alternativas éticas e territoriais ao modelo civilizatório vigente. Na contínua dança do viver, saltando do sintético ao orgânico.
Observações
Este grupo de estudos acontece online via Google Meet. Cada participante pode acompanhar por vídeo, áudio ou chat, como preferir. Após a inscrição, você receberá um link de acesso por e-mail.
Mais informações
Os encontros são espaços de diálogo filosófico, articulando exposição conceitual, reflexão crítica e análise coletiva. Cada encontro aproxima filosofia e experiência cotidiana, conectando os temas com questões atuais.
Para dúvidas ou mais informações, entre em contato.
