Uma proposta teórico-prática para tensionar os fundamentos da identidade, deslocar as estruturas da filosofia tradicional e experimentar outros modos de pensamento e vida.
O intuito não é pensar as teorias como elementos estáveis e acabados, mas operar deslocamentos, questionar evidências e produzir travessias. Não buscar confirmar identidades, mas pensar para provocar, produzir fissuras e movimentos.
Um espaço de pensamento articulado a uma prática experimental, que abandona modelos fixos para ensaiar novas configurações possíveis. Aqui, vamos pensar em como transformar a vida num
campo de experimentação.
1. O “eu” enquanto produção
Vamos pensar o "eu" como uma configuração provisória, onde a subjetividade se dá em processo, sem um núcleo fixo e estável.
Intuito: Desnaturalizar a ideia de identidade, compreendendo o sujeito como um campo de forças, discursos e práticas, que se fazem e desfazem.
Temas: devir, subjetivação, singularidade, multiplicidade, estética de si.
2. Filosofia como criação
Filosofar para produzir ferramentas teóricas. Não explicar o mundo, mas atuar nele, compondo noções para questões singulares, numa prática de experimentação conceitual.
Intuito: Estimular a produção de conceitos próprios a partir de experiências concretas, deslocando a filosofia do comentário para a experimentação.
Temas: bricolagem, rizoma, diferença, nomadismo, pós-estruturalismo.
3. Cartografia experimental
Não interpretar nem diagnosticar, mas mapear e experimentar. Em vez de buscar causas ou verdades essenciais, acompanhar afetos, intensidades e bloqueios.
Intuito: Compreender ferramentas para mapear as forças que atravessam a vida, identificando bloqueios, potências, forças e desvios.
Temas: agenciamentos, linhas, territórios, cartografia, experimentação.
Formato da Atividade
- Encontros expositivo-dialogados
- Propostas de experimentações
- Trocas conceituais coletivas
Informações
Formato: online, via Google Meet.
Duração: 1h por encontro.
Datas: 11, 18 e 25 de março de 2026.
Horário: das 16h às 17h.
Os encontros serão gravados e a gravação será enviada por e-mail aos inscritos.
Bibliografia
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. São Paulo: Ed. 34, 1995.
DELEUZE, Gilles. Nietzsche. Trad.: Alberto Campos. Lisboa: Edições 70, 2016.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. São Paulo: Graal, 2009.
JAMES, William. Pós-estruturalismo. Tradução: Caio Liudvik. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
MACHADO, Roberto. Deleuze, a Arte e a Filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
MACHADO, Roberto. Foucault, a ciência e o saber. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
MARIGUELA, Márcio. Foucault e a destruição das evidências. Piracicaba: Unimep, 1995.
NIETZSCHE, Friedrich. Sobre verdade e mentira no sentido extramoral. Tradução: Fernando de Moraes Barros. São Paulo: Hedra, 2007.
Inscrição
Três possibilidades de contribuição:
• Contribuição de apoio: para quem pode colaborar mais com o projeto
• Contribuição integral: que corresponde ao valor regular da atividade
• Contribuição acessível: pensada para ampliar o acesso a mais pessoas
A escolha é feita por critério próprio, sem necessidade de justificativa.
Contribuição de apoio: R$ 130,00
Contribuição integral: R$ 100,00
Contribuição acessível: R$ 70,00
(corresponde aos 3 encontros)
