Os diálogos em Filosofia da Diferença é uma proposta teórico-prática para tensionar os fundamentos da identidade, deslocar o estatuto da filosofia e experimentar outros modos de existência.
Não se trata de um curso para aprender teorias, mas um laboratório para deslocar evidências e propor travessias. O pensamento não serve para confirmar identidades, mas produzir fissuras, movimentos.
Perguntas-guia para os encontros: Como transformar rotina em experimentação? Como produzir uma vida em vez de obedecer a modelos? Como fazer da própria existência um campo de invenção?
Enfim, um espaço de pensamento e prática experimental, para abandonar formas fixas e ensaiar novas configurações. Não se trata de encontrar respostas definitivas, mas encarar a vida como processo.
Datas e temas:
11/Mar: O “eu” enquanto ficção
O "eu" não passa de uma ficção, uma convenção. Pensar o “eu” não como essência, mas como produção. Não como origem, mas como efeito. O sujeito resultante de uma trama de discursos e práticas, um ponto provisório de forças que fazem e desfazem.
Uma crítica à noção de sujeito moderno, enquanto identidade, interioridade ou essência. Vamos pensar o “eu” como uma construção linguística, histórica e política, e a subjetividade enquanto um processo, sem um núcleo fixo e estável.
Questão: Temos uma identidade ou somos efeito de processos?
Intuito:
Desnaturalizar a ideia de identidade, compreendendo o sujeito como um campo de forças, narrativas e práticas, possibilitando outras configurações.
Temas: devir, processo, subjetivação, singularidade, multiplicidade, estética de si.
18/Mar: Filosofia como criação
Filosofar não para repetir autores, mas para produzir conceitos e ferramentas teóricas. Não buscar explicar o mundo, mas pensar para atuar nele. Filosofia não como contemplação, mas como invenção. Pensar como ato produtivo.
Neste encontro, trabalharemos o pensamento como um gesto criativo, que cria noções próprias para problemas e questões singulares. Uma prática de experimentação conceitual, onde a filosofia deixa de ser explicação e torna-se potência de transformação.
Questão: A filosofia interpreta o mundo ou intervém sobre ele?
Intuito: Estimular a produção de conceitos próprios a partir de experiências concretas, deslocando a filosofia do comentário para a experimentação.
Temas: bricolagem, rizoma, ferramentas, diferença, nomadismo, pós-estruturalismo.
25/Mar: Cartografia experimental
Não interpretar, mas mapear. Compor mapas para acompanhar processos, movimentos, afetos, bloqueios, intensidades, diferenças, transformações, desvios, zonas de esgotamento e pontos de ruptura. Escutar onde a vida endurece e onde ela ainda pulsa.
Em vez de procurar causas profundas ou verdades essenciais, acompanhamos os fluxos, percebemos como eles se fazem e nos compõem. Em vez de diagnósticos, construímos mapas provisórios. Neles percebemos o que pode ser desconfigurado e reconfigurado.
Questão: Como mapear processos em vez de explicar estruturas?
Intuito: Compreender ferramentas para mapear as forças que atravessam a vida, identificando bloqueios, potências, forças e desvios.
Temas: agenciamentos, linhas, territórios, cartografia, experimentação, intensidades.
Formato da Atividade
- Encontros expositivo-dialogados
- Propostas de experimentações
- Trocas conceituais coletivas
Informações
Formato: online (via Google Meet).
Duração: 1h por encontro.
Datas: 11, 18 e 25 de março de 2026.
Horário: 16h às 17h.
Os encontros serão gravados e a gravação será enviada por e-mail aos inscritos.
Inscrição
Três possibilidades de contribuição:
• Contribuição de apoio, para quem pode colaborar mais com o projeto
• Contribuição integral, que corresponde ao valor regular da atividade
• Contribuição acessível, pensada para ampliar o acesso a mais pessoas
A escolha é feita por critério próprio, sem necessidade de justificativa.
Contribuição de apoio: R$ 130,00
Contribuição integral: R$ 100,00
Contribuição acessível: R$ 70,00
(corresponde aos 3 encontros)
